Saiba como prevenir, tratar e acelerar a recuperação de lesões musculares

Comuns dentro do esporte, essas lesões passam por três fases no processo de cura e tem graus de intensidade. A terapia celular aparece como novidade de tratamento

Os músculos são os únicos geradores de força capazes de produzir movimento articular. Realizam contração convertendo energia química em trabalho mecânico. São 434 músculos, representando 40% do peso corporal; dentre estes, 75 pares de músculos estriados são envolvidos na postura geral e movimentação do corpo.

As lesões musculares são comuns nos esportes, com sua frequência variando 10 a 55% de todas as lesões. Mais de 90% delas são relacionadas com contusões ou distinções musculares. A contusão muscular ocorre quando um músculo é submetido a uma força súbita de compressão como um golpe direto, por exemplo. Já nos estiramentos, o músculo é submetido a uma tração excessiva levando à sobrecarga das miofibras e, consequentemente, a sua ruptura.

O que distingue a cura da lesão muscular de um osso fraturado é que o músculo esquelético cicatriza através de um processo chamado “reparação”. Nele, há formação de tecido fibroso de entre as duas partes de músculo
lesionado, enquanto uma fratura cicatriza por “regeneração”. Ou seja, o osso fraturado é curado através da produção de calo ósseo que, posteriormente, se remodela em tecido ósseo.

Todas as lesões musculares passam por 3 fases no processo de cura:

1) Fase de Destruição: Caracterizado pela ruptura e consequente formação de um hematoma entre os cotos do músculo rompido e uma reação inflamatória.

2) Fase de Reparação: Compõe a produção de uma cicatriz de tecido conectivo, assim como a revascularização por crescimento de capilares na área lesada.

3) Fase de Remodelação: um período de retração e reorganização do tecido cicatricial e recuperação da funcional capacidade do músculo.

Grau I – é o estiramento de uma pequena quantidade de fibras musculares (lesão < 5% do músculo). A dor é localizada em um ponto específico, surge durante a contração muscular contra-resistência e pode ser ausente no repouso. O edema pode estar presente, mas, geralmente, não é notado no exame físico. Ocorrem danos estruturais mínimos, a hemorragia é pequena, a
resolução é rápida e a limitação funcional é leve. Apresenta bom prognóstico e a restauração das fibras é relativamente rápida.

Grau II – O número de fibras lesionadas e a gravidade da lesão são maiores (lesão > 5% e < 50% do músculo). São encontrados os mesmos achados da lesão de primeiro grau, porém, com maior intensidade. Acompanha-se de: dor, moderada hemorragia, processo inflamatório local mais exuberante e diminuição maior da função. A resolução é mais lenta.

Grau III – Esta lesão geralmente ocorre desencadeando uma ruptura completa do músculo ou de grande parte dele (lesão > 50% do músculo), resultando em uma importante perda da função com a presença de um defeito palpável. A dor pode variar de moderada a muito intensa, provocada pela contração muscular passiva. O edema e a hemorragia são grandes.

Dependendo da localização do músculo lesionado em relação à pele adjacente, o edema, a equimose e o hematoma podem ser visíveis, localizando-se geralmente em uma posição distal (voltada para o extremo dos membros) à lesão devido à força da gravidade que desloca o volume de sangue produzido em decorrência da lesão. O defeito muscular pode ser palpável e visível.

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