A primeira vacina que previne a meningite B e aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em janeiro de 2015 é lançada no mercado brasileiro pelo laboratório GSK. Batizada de Bexsero, a nova imunização é a única forma de prevenir a doença meningocócica invasiva causada pelo meningococo B. A vacina é recomendada a partir dos dois meses até os 50 anos.
Para o pediatra Renato Kfouri, vice-presidente da SBim (Sociedade Brasileira de Imunizações), a introdução de mais uma vacina no País representa um grande avanço, já que... [Leia mais]
A primeira vacina que previne a meningite B e aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em janeiro de 2015 é lançada no mercado brasileiro pelo laboratório GSK. Batizada de Bexsero, a nova imunização é a única forma de prevenir a doença meningocócica invasiva causada pelo meningococo B. A vacina é recomendada a partir dos dois meses até os 50 anos.
Para o pediatra Renato Kfouri, vice-presidente da SBim (Sociedade Brasileira de Imunizações), a introdução de mais uma vacina no País representa um grande avanço, já que a doença meningocócica é de fácil transmissão, rápida evolução e alta mortalidade.
? A doença pode matar em até 24 horas e precisa obrigatoriamente de hospitalização, tratamento com antibiótico e, quando não leva ao óbito, frequentemente deixa graves sequelas.
No Brasil, a doença causada pelo meningococo B foi responsável por 53% dos casos diagnosticados em crianças com menos de cinco anos em 2014. Segundo o Ministério da Saúde, foram notificados 1.500 casos da doença no ano passado, sendo que as regiões Sudeste e Sul apresentaram os maiores índices.
Por enquanto, a vacina só estará disponível na rede privada de todo o País a partir da primeira quinzena de maio. Segundo Kfouri, a inclusão no calendário nacional de imunizações depende de vários fatores.
? Certamente gostaríamos de ter todas as vacinas disponíveis para a população, mas isso é inviável em qualquer país. Antes da inclusão, o governo precisa avaliar os impactos, número de casos, efetividade, custos, prioridades, entre outros aspectos.
Embora o Brasil seja o primeiro País da América Latina a ter acesso à vacina, Rômulo Colindres, diretor médico de pesquisas e desenvolvimento da área de vacina da GSK Brasil, garante que ?mais de 1 milhão de doses foram aplicadas no mundo demonstrando excelente perfil de segurança?.
? A vacina já está aprovada em 37 países, incluindo Europa, Estados Unidos, Canadá e Austrália. Além disso, seis
países já implementaram a vacina no programa nacional de imunizações.
Em bebês de dois a cinco meses, devem ser administradas três doses da vacina com intervalo de dois meses e reforço entre 12 e 23 meses. Para as crianças de seis a onze meses, serão aplicadas duas doses com o mesmo intervalo e reforço com dois anos. A partir do primeiro ano até os adultos de 50 anos, também se deve aplicar duas doses sem necessidade de reforço.
Kfouri lembra que a única contraindicação é para gestantes e pessoas com alergia a algum componente da vacina. Entre os eventos adversos, o médico cita dor no local da aplicação, inchaço, vermelhidão, mal-estar, febre e dor de cabeça.
? Essas reações podem se intensificar quando se combina a vacina da meningite B com outras do calendário infantil. Por isso, devemos recomendar aos três, cinco e sete meses para não coincidir com a recomendação atual.
O laboratório GSK informou que vai comercializar a vacina para as clínicas por R$ 340 a dose, mas o valor repassado para o consumidor não foi divulgado, ?porque depende das tributações de cada região?, disse o executivo.