Shakes industrializados não devem substituir as refeições principais

As misturas de baixa caloria são alternativas práticas para os lanches intermediários, mas não devem ocupar o lugar do almoço ou do jantar.

O excesso de peso é um problema de saúde pública na nossa população. Seguir um programa alimentar requer organização e preocupação com a qualidade e quantidade dos alimentos. O “corre corre” do dia a dia e a ansiedade em perder peso rapidamente levam algumas pessoas a optarem pela utilização de "shakes" como substitutos das grandes refeições (
almoço ou jantar).

Estes produtos possuem um valor energético em torno de 200 calorias, adicionados de leite, ricos normalmente em carboidratos e proteínas e isentos em gorduras. Entretanto, não possuem quantidades adequadas de nutrientes (carboidratos, proteínas, lipídeos, vitaminas e minerais) e são pobres em fibras. O valor calórico também não equivale a uma refeição, não irá garantir energia necessária para a prática esportiva, acarretando diminuição da performance.

No que diz respeito à saciedade, bebidas líquidas têm rápido esvaziamento gástrico, fácil digestão e pouco efeito na saciedade. Os alimentos sólidos e salgados promovem maior saciedade do que alimentos doces e líquidos. Alimentos sólidos precisam ser mastigados/ triturados, na boca ocorre a primeira etapa da digestão.

Os "shakes" podem ser usados como lanches intermediários, entre as grandes refeições. Podem ser feitos shakes caseiros ou os industrializados para otimizar o tempo.

Exemplos:
- Whey protein (2 colh de sopa) + morango 12 unid + Farinha de linhaça (1 colh de sopa) + 250 ml de água
- Iogurte (200 ml) + Aveia (1 colh sopa) + Banana (1 unidade)
- Leite de soja ou de arroz ou semi desnatado(200ml) + salada de frutas (4 colh de sopa) + Chia (1 colh de sopa).

As dietas muito restritivas têm baixa adesão e alto grau de abandono, em geral os pacientes não conseguem segui-las por longo prazo, não reeducam o indivíduo e não desenvolvem hábitos nutricionais saudáveis.

A melhor estratégia é a individualização do programa alimentar, motivação, acompanhamento regular (exemplo: encontro a cada 14 dias com Nutricionista), respeitar preferências e aversões e a história clínica do indivíduo.


» É sempre importante consultar um médico.


Créditos: Conteúdo publicado no site do Globo Esporte.com, com informações da Nutricionista Cristiane Parroni.

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