A diferença entre probiótico, prebiótico e simbiótico

E os benefícios que podem conferir à saúde

De acordo com a professora Susana Marta Isay Saad, pesquisadora do FoRC e docente do Departamento de Tecnologia Bioquímico-Farmacêutica Faculdade de Ciências Farmacêuticas, a definição utilizada no mundo todo é a seguinte: probióticos são micro-organismos vivos que, administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios à saúde de quem os ingere. Prebióticos são componentes alimentares não digeríveis que estimulam seletivamente a proliferação ou atividade de populações de bactérias desejáveis no intestino (cólon), beneficiando o indivíduo hospedeiro dessas bactérias. Simbiótico é um produto no qual se combinam prebióticos e probióticos.

Acredita-se que estes alimentos tenham efeitos benéficos para a saúde como a redução do colesterol, a redução do risco de câncer de cólon e podem exercer importante papel no controle da pressão arterial. A pesquisadora alerta, porém, que esses efeitos ainda estão sendo estudados.

“Os probióticos são bactérias que, em primeiro lugar, conseguem passar a barreira do estômago, que é muito ácido, e chegar ao intestino, intactas. Ao chegar lá, elas colonizam temporariamente a mucosa intestinal, e aí começam a competir com outras bactérias, inclusive os patógenos”, reduzindo o risco de ocorrência de doenças intestinais como a diarréia, resume Susana.

Entretanto, a pesquisadora chama atenção para o fato de que essa colonização dura pouco, é muito curta. “A ingestão desse tipo de alimento funcional tem de ser um hábito, pois ela é profilática. Não adianta tomar um iogurte hoje e depois nunca mais. A colonização dura uma semana, no máximo quinze dias”, explica Susana.

Os probióticos são geralmente encontrados em produtos lácteos: leite fermentado (o que inclui os iogurtes e o famoso Yakult e similares). “O Shirota, que isolou a bactéria presente no Yakult, começou a pesquisar os benefícios dos probióticos no Japão ainda na década de 1930 do século passado. Ele isolou uma bactéria, primeiramente chamada de Lactobacillus acidophilus Shirota, e posteriormente denominada Lactobacillus casei Shirota, que é a base do Yakult”, explica a professora, lembrando que os benefícios dos probióticos já eram conhecidos desde o início do século.

De acordo com ela, os prebióticos são fibras (o ser humano não produz enzimas que digerem as fibras e elas não são digeridas no estômago, sendo digeridas por bactérias intestinais). “As fibras prebióticas, além de chegarem intactas ao intestino, são aquelas que estimulam apenas a proliferação das bactérias benéficas.” Ela cita a inulina, os fruto-oligissacarídeos (FOS) e os galacto-oleossacarídeos como bons exemplos de prebióticos. “Eles são isolados por processos industriais e adicionados aos alimentos. Os prebióticos estão presentes nas plantas, mas em pequena quantidade. Uma fonte muito conhecida é a raiz da chicória”, revela.

A professora afirma que, principalmente fora do Brasil, já é possível encontrar queijos, sorvetes e até produtos à base de soja com probióticos e prebióticos. Ela e sua equipe já patentearam sete alimentos contendo probióticos, entre eles, queijo petit-suisse, uma barra de cereal com sorvete, margarina, açaí na tigela e sobremesas lácteas e não lácteas. 


Créditos: Conteúdo originalmente publicado no site FoRC.

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