Dicas para tornar a amamentação mais fácil

Saiba como resolver sete problemas comuns da amamentação

Amamentar não só nutre o bebê de forma completa, dispensando outros alimentos até os seis meses de vida, como também é uma forma de criar um vínculo forte entre mãe e filho. Apesar dos propalados benefícios, problemas que podem ser sanados com informações simples prejudicam a amamentação. Veja a seguir como contorná-los:

RACHADURAS NO BICO DO SEIO
Não caia na tentação de passar algum tipo de produto ou cosmético. "As glândulas de Montgomery, localizadas nas aréolas, produzem uma secreção protetora natural, hidratante e antisséptica", diz o pediatra Marcus Renato de Carvalho. Uma opção para tratar as rachaduras é aplicar sobre a área um pouco do próprio leite materno, segundo o médico. Outro cuidado é ficar de olho na maneira como seu filho mama: ele deve abocanhar não só o bico, mas a auréola toda, com os lábios ligeiramente virados para fora, como a boca de um peixe. Também vale a pena cuidar para que a aréola e o bico estejam sempre secos isso não quer dizer que eles também precisam ser lavados depois da amamentação, o banho diário basta.

DEMORA NA DESCIDA DO LEITE
Esse problema, geralmente, ocorre nos casos de partos induzidos, como uma cesárea marcada, pois o corpo demora a receber o recado de que o bebê já pode começar a ser amamentado. "A apojadura, como é chamada a primeira descida do leite, pode demorar até cinco dias", afirma o pediatra Marcus Renato de Carvalho. Coloque o bebê para mamar sempre que ele quiser, a livre demanda vai estimular a descida. No início, a produção é pequena, mas, em dois ou três dias, será normalizada.

QUEDA NA PRODUÇÃO DE LEITE
"Para estimular a produção, amamente no esquema de livre demanda, ou seja, sem horários regrados", afirma a pediatra Cássia Amaral. Quanto mais o bebê sugar, mais o corpo irá produzir. Crie o hábito de ingerir muita água diariamente também: dois litros.

EXCESSO DE LEITE
Se mesmo respeitando o esquema de livre demanda (no qual, o bebê mama quando quer), a produção for excessiva para seu filho, e as mamas continuarem cheias após amamentar, gerando incômodo para você e dificultando que a criança consiga abocanhá-las, não deixe de retirar o líquido. Mas não jogue fora, doe. No Brasil, vários hospitais têm bancos de leite humano. A doação é retirada pela instituição da cidade gratuitamente e usada para alimentar crianças internadas na unidade neonatal. Informe-se sobre as condições para coletar e armazenar o leite na página da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (http://www.fiocruz.br/redeblh).

BICO PLANO OU INVERTIDO
O pediatra Marcus Renato de Carvalho explica que essas características não precisam ser
encaradas como problemas, já que o bebê deve abocanhar toda a aréola, não somente o bico, para mamar. O que é possível fazer nesses casos é tomar providências simples antes de a criança nascer, como uso do bico artificial (artefato de silicone, fino e macio, que pode ser colocado sobre o mamilo e a aréola) para estimular o crescimento do bico natural. Depois do nascimento, é preciso preparar os seios antes das mamadas. Uma dica é torcer suavemente os bicos por cinco minutos, como uma espécie de massagem giratória. "Conforme o bebê vai sugando, o bico vai sendo formado", diz a nutricionista Luciene dos Santos.

SEIOS EMPEDRADOS
O problema acontece porque os ductos mamários dilatam. Deixar de amamentar fará com que o leite acumule e você poderá desenvolver mastite, uma inflamação das glândulas mamárias. Para evitar sentir dor, faça ordenha manual ou mecânica para retirar um pouco do líquido, deixando assim as mamas mais moles. Outra tática é massagear a área com movimentos giratórios antes da ordenha. Para evitar a dilatação dos ductos, não banhe a região com água muito quente e exponhas as mamas aos raios do sol ou à luz artificial (como a de uma lâmpada de 40 watts, a uma distância de 30 centímetros) por 15 minutos. Também vale investir em bons sutiãs, sem o ferrinho que molda os seios, que pode impedir o trânsito do leite.

DOR NO CORPO APÓS AS MAMADAS
Provavelmente, você não está se colocando na melhor posição ou o bebê está mal posicionado. O pediatra Marcus Renato de Carvalho recomenda experimentar diversas posturas até achar a mais confortável e variar sempre que possível, afinal, você passará muitas horas por dia amamentando. É possível amamentar estando mãe e filho deitados, por exemplo.


» É sempre importante consultar um médico.


Créditos: Conteúdo publicado no site UOL/Saúde.

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